O Inútil. Mais uma vez…

Já não é a primeira vez que falo disto.

Cavaco Silva assume-se cada vez mais um perigoso Dupont em Belém do Dupond de S. Bento.

…Cada vez mais como um perigoso inútil.

Assiste-se a uma “crise” mundial e nacional (ou vice-versa) e a uma multidão portugueses que sofre cada vez mais com a incapacidade que governos sucessivos mostraram para nos preparar para um destes dias.

Há os que garantem que nada há a fazer no imediato para debelar este flagelo, há os que garantem que está a ser feito o melhor para evitar o pior.

Eu não sei. Não percebo de finanças. Só percebo de escrever posts e comer chocolates.

O que garanto é que não tenho a menor confiança no “Governo” actual. Que acredito que o que (não) fez antes da chegada da “crise”, em largos três anos, é boa parte do peso em cima dos ombros de quem sofre com os maus dias que correm. E culpo-o directamente por ter andado tanto tempo a rabejar a questão da chegada dos problemas a que agora alude para justificar a sua impotência.
Se não confiava em quem “governa” com a maré a subir, menos confio hoje com a água pelo pescoço.

…Do que se esperava uma reacção do Presidente da República.

Não que viesse governar o País, que não lhe cabe.
Mas que se envolvesse no traçar de um caminho, que influenciasse quem compete traçá-lo e se deixasse convencer por ele da inequívoca correcção das escolhas.
Que pela envolvência, pelo COMPROMISSO de mais um órgão de soberania – que não os partidários – com um projecto específico de futuro, fosse dado sinal ao país de que a confiança hoje mais ou menos se justificaria.

Só que o que se vê é outra coisa. O que se tem não é isso.

Temos um Presidente da República que “recebe indicadores sociais de alguma gravidade“. (…Tão bem que os meus miúdos já sabem o que é um eufemismo…)

É alguém que – tendo ao seu dispor da informação mais privilegiada da nação – vai mais ou menos quase tendo uma ideia do que se passa, por sinais que lhe chegam, difusos e esbatidos. Que insinua “não saber”.

É alguém que está “preocupado e triste“. Solidário com o cidadão. Sentado ao seu lado a partilhar a sua dor e a contemplar os amanhãs de esperança que virão.

Acontece que eu não o quero ao pé de mim.
Xô!

Quero-o lá no seu Olimpo – para onde o elegi – a assumir a responsabilidade que lhe toca na supervisão do que se passa nesta terra sem lei.
Quero-o sentado à mesa com o “Governo”. A inquirir, a discutir, a questionar, a sugerir, a argumentar – mesmo que o “Governo” não o queira.
Não são esses os poderes específicos do Presidente. Mas em tempo de “crise” não se encaixa na perfeição esse desvelo nas suas obrigações genéricas?

Pode até acontecer que a conversa seja curta. Que a sintonia seja total – como se teme que seja. Mas sempre teríamos um COMPROMISSO do Presidente no apoio ao rolo em que rolamos.
…Ou uma frontal oposição.
Fosse o que fosse.

Agora, paciência para périplos ao País com voz embargada de amor fraterno e olho brilhante da comoção na perda de quem se manté à margem, tirem-mos já daqui!

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