O Triunfo da Vontade

Advertisements
Posted in Uncategorized. Tags: , . 3 Comments »

Perversões

Sua excelência o senhor Pinto de Sousa inaugura a Ovibeja deste ano, a 24ª , depois da barraca do ano passado, como bom matarruano.

Fica assinalada a efeméride.

Posted in Uncategorized. Tags: , , . 2 Comments »

Sem Comentários 7

RTP, 50 anos depois

A nossa RTP vai com 50 anos. (“Nossa” pelo que dela também eu ajudo a pagar!…)

50 anos. Uma bela idade.
Ainda fresca e aí para as curvas, mas já longe dos 15 ou dos vinte aninhos saltitantes nos écrans, sem oposição nem concorrência.

Daí algum carunchito que se lhe vai já constatando…

Como exemplo, cinco singelos minutos no Telejornal de anteontem, para aí…

Em menos de um nada, o rosário de notícias foi uma rajada de tiros numa linha de melros, caídos direitinhos um após outro.

1º Melro

Começou com a inauguração da linha telefónica Saúde 24.
Pretendendo alargar o conceito da linha de saúde infantil “Dó-dói Trrim-trrim” que já existe, a ideia objectiva da sua criação é “retirar 13 mil utentes das urgências por mês“, dissuadidos que sejam telefonicamente de ir entupir as urgências com os seus casos menos graves.
Acontece que o óbvio, por sê-lo, ocorre a qualquer um. Por exemplo à Ordem dos Médicos.
Que defende que um enfermeiro a operar um protocolo telefónico importado de país onde foi já foi usado não dá qualquer garantia de eficácia na triagem dos doentes para “consulta de urgência“, assistência por “uma equipa do INEM“, “consulta nas 4 horas seguintes“, “consulta no intervalo de dois dias“, ou para uma “consulta de rotina“.
Óbvio!
Contudo, o responsável pelo contrato com o “Governo”, a Linha de Cuidados de Saúde, SA, pela bela soma de 45 milhões de euros em quatro anos, afirma peremptório: a linha está isenta de falha na avaliação clínica do estado do telepaciente para encaminhamento, pela palissádica e cristalina razão de que a linha “como não faz diagnóstico, não pode errar“.
A RTP faz a montagem da reportagem, confere privilégios de última palavra a quem entende e assim formata e publicita a idiótica mensagem.

2º Melro

Reportagem sobre o arranque da campanha para as Legislativas Regionais de dia 6 de Maio.
Muitos lugares comuns, umas imagens requentadas, outras vistas e revistas em todos os outros noticiários de todos os outros canais, mas com um fim de laçarote único.
Entalado num plano genial entre dois cartazes dos candidatos dos maiores partidos concorrentes – João Jardim pelo PSD e Jacinto Serrão pelo PS – o repórter deixava ao espectador a incerteza do resultado da votação, sendo que aqueles dois candidatos foram responsáveis nas eleições anteriores por “80% dos votos” dos eleitores…
Bom, digamos que me fez lembrar o outro, que perguntava “quanto é que quer que isto dê?”.
É possível associar o PS-Madeira à bela cifra de 80% dos votos do eleitorado. É.
Como era possível associar 87% dos votos e o resultado do CDS.
Ou 92% ao do PCP.
Ou 95% ao do BE. Grosso modo.
Como era possível, entalado entre as duas carantonhas dos dois grandes repetentes nestas eleições ao Governo Regional, relembrar que em 2004 o PSD obteve 54% dos votos madeirenses e o PS quase 28%.
…Tudo é possível, queira-se e lá chegará a língua.
Basta é querer.

3º Melro

A inauguração do Túnel do Marquês, em Lisboa.
Numa breve reportagem com o historial do túnel, incluindo os projectos, as Providências Cautelares, o Metro, a passeata no 25 de Abril, etc., chegou-se ao momento histórico presente e à sua abertura ao tráfego – envolvida também ela em polémica.
E com um plano de luz ao fundo do dito, a sentença lapidar da jornalista, que dava a abertura do Túnel como chegada, após “atrasos, precalços e oportunismos políticos” (sic).
Palavras misteriosas que o rigor e o esclarecimento jornalístico não lograram clarificar…

4º Melro

Parece que morreu Boris Ieltsin.
O continuador da Perestroika, da Glasnost e da Uskoreniye de Gorbachev, coveiro definitivo da União Soviética, padrinho de novas Nações de Leste, combatente e resistente ao fantasma de um comunismo mal extinto, incentivador de um novo modelo social, económico e político russo, investidor num novo equilíbrio mundial sem complexos históricos.
O alcoólico inveterado de dedo trémulo no botão nuclear, o debochado governante de mãozinha lampeira no traseiro da secretária (talvez daí algumas afinidades que se descobriram…).
Seja como fôr, celebrado pelos que ainda cá andam.
Daí José Rodrigues dos Santos ter dito que “P
utin elogiou o se assessor“. Eventualmente seria o seu antecessor…
Mas mais coisa menos coisa….

A RTP mostra-se pronta para muitos mais cinquentas anos que venham.
Aguentemos nós.

Posted in Uncategorized. Tags: , . 1 Comment »

Kcidade

Parece que o doutor Marques Mendes estendeu a manta e começou a venda.

Por absoluta falta de vontade (!…) e de verve (…domínio em que permitirá a Paulo Portas fazer flores!) para condenar a acção do “Governo”, o líder do PSD iniciou um novo ciclo político pessoal: o das promessas eleitorais de longa duração.

Parece que prometeu para Portugal não-sei-quanto “do rendimento da UE” até dada altura do milénio, caso seja eleito nas próximas legilativas – tal a sua capacidade de antecipar e produzir quadros económicos à distância de legislatura e meia sem fazer sequer actualmente parte do “Governo”.

O que é de lamentar é que o assombroso prodígio de adivinhação que lhe permite antever ciclos e concretizações não possa ser posto ao serviço do esclarecimento público: adivinhar se em 2009 vai ser eleito (está-se mesmo a ver…).

Caso fosse, não precisaria de aliciar-nos com drops.
Caso não fosse, não teríamos de ser melgados com a sua demagogia de pacotilha.

Mas talvez a explicação seja simples.
O ter-se tratado de uma criancice própria do encerramento de um congresso da sua jota.

Posted in Uncategorized. Tags: , , , . Leave a Comment »

Semiótica ideológica

Lançado a quem o pretenda, o desafio de interpretar os sinais de um inofensivo acesso à net para saber do debate Castro/Portas…

* A presença da seta laranja – que relação?;
* …Em sentido descendente – que alusão?;
* A referência ao “outlander” – que antecipação?;
* A possibilidade do “test drive” – que sugestão?.

Coincidências cósmicas… Ou talvez não.

Posted in Uncategorized. Tags: , . Leave a Comment »

Hélder e o Rei do Kuduro

No princípio era o verbo…

…Inflamado, no Conselho Nacional do CDS-PP.

Por entre acusações trocadas de falta de “pêpêsismo” e insultos de f*lh* d* p*t* a voar das bocas assumidamente mais queques da política nacional – que queques na política portuguesa há muitos, mas não se assumem… -, Ribeiro e Castro e Paulo Portas esgrimiram os seus argumentos no fito de seduzir a nação democrata-cristã a arrebanhar-se à beira de um ou de outro.

É que, rasgada uma manhã de nevoeiro pelo troar de um Maserati, soube o País e o mundo que Paulo Portas estava de volta à presidência do PP.
(Isto posto sem cerimónias, que mal o senhor apareceu estava o desfecho traçado!)

Obrigado a abandonar o posto no caótico fim do Governo PSD-PP, agradeceu a Ribeiro e Castro ter-lhe mantido o lugar quente e firmou-se no propósito fácil de o apear em público e sem apelo.
Propósito ética e moralmente fácil.

Precisava apenas de conseguir vender ao partido a necessidade de eleições directas, sem recurso a congresso nacional – que mais dificilmente controlaria.
Foi o que pretendeu no Conselho Nacional de todas as peixeiradas.
Por exemplo a
alegada agressão à presidente do Conselho Nacional do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, pelo deputado Hélder Amaral, durante a refrega…

Mais denúncias, menos desmentidos, mais disparates, menos melindres, fica o burlesco episódio, representativo do que uma família honrada (…) pode tornar-se com despiques de galarós.

Visto de fora, sinceramente, não tenho grande dificuldade em perceber melhor uma Nogueira Pinto que desabafava vir a não ser “nada nem ninguém” num partido “território onde alguns assaltam o poder” – ameaçando sair -, do que um Telmo Correia que inacreditavelmente lia dessas palavras a “tentativa de cisão” do partido.
Honestamente – como simplório cidadão – não me custa apontar a dedo onde vejo o grupo dos bandoleiros.

Não carecia o País do “debate” entre os concorrentes, na RTP.
Uma conversa de semi-chacha, de “tu-cá-tu-lá”, que não foi para nenhum, não foi para o PP, nem foi para ninguém.
Portas apontando a frouxidez de Ribeiro e Castro (já que criaria “uma oposição mais sólida a José Sócrates“); Ribeiro e Castro apontando Portas como “o líder da oposição ao longo deste ano“.
Grandes novidades…

E Ribeiro e Castro não prescindia de um congresso… até ter de capitular.

E vieram as directas. E a vitória de Portas.
Esmagadora. Previsível.

Numa época política em que estamos, do chamado “pragmatismo”, tanto me espanta num partido socialista um homem que de socialista nada tem – apenas um “certo ar promissor” vital para um partido em jejum -, como noutro democrata-cristão ver chegar à direcção um (re)novo presidente através da mais soez das manobras – totalmente irrecusável a promessa do melhor cão para a resposta ao do adversário.

Ainda que os Hélders desta “nova” vaga, discípulos do “novo” líder que optaram, se contem pelos 22% do total dos militantes do PP… (Uma vergonha que trespassa todo o País.)
…E que não se confundam com democratas-cristãos veneráveis como Narana Coissoró, que ameaçouafastar-se do partido” no caso da “via Portas” voltasse a dominar o PP.

Diz Paulo Portas, no discurso presente da “Primavera do CDS” e da “síntese de que o CDS precisa“: “Também sei que na sociedade portuguesa há preconceitos sobre este vosso amigo que aqui está. Vou lidar com eles com inteira naturalidade, prestar-lhes atenção e ter alguma ironia, que em política, como na vida, é preciso estar nisto com alguma boa disposição”.

Tem razão. Há preconceitos. Como o meu.

Contra indivíduos sem carácter que se pavoneiam por aí imaculados; como quem passeia no Parque.
Contra indivíduos cuja leveza de consciência atropela o pudor e aflora a demência.

Abatido o único líder partidário que me merecia algum respeito – pela sua evidente incapacidade de sobrevivência no meio – estamos cada vez mais entregues a um surrealismo político degenerativo.
Quem se seguirá nesta Arca de Noé?
O que se seguirá nesta orgia delirante?