Falar Claro – VIII

Deixar esta “campanha” acabar com dignidade.


A “campanha” está quase a acabar. Felizmente.

Quando se convencionou partir para a mimetização de uma campanha eleitoral à portuguesa sobre um assunto como o aborto, definiu-se que teríamos uma “campanha” brutal na essência e selvagem na prática.

Vale tudo, quando se distribui um DVD com imagens de abortos a miúdos à porta da escola para os mobilizar para a campanha.
Ou quando se distribuem para que pareça que outros os distribuíram e se o possa denunciar em directo, na televisão, sem os constrangimentos dos tempos de antena.
É que vale mesmo tudo
e tudo é de esperar.

Vale tudo quando predadores da democracia como Francisco Louçã se permitem dizer que “A última semana de campanha [do Não] será marcada pelo terror, pelas ameaças e pela pornografia“, uma vez que “o Não tem tido uma «campanha obscurantista e vergonhosa» dominada pela «chantagem, demagogia e mentira»“, ou quando o fadista João Braga diz na Sic Notícias que o Sim “promove a fornicação“.

Deixemos morrer a “campanha” com dignidade…

O que é temível é que o asco pela maneira como se discutiu se transfira para o objecto em discussão e que daí decorra o afastamento dos sensatos do seu tratamento, relegando em definitivo a sua decisão para os extremistas.
…Como pode acontecer já no Domingo.

Não permitamos que se faça essa confusão entre as circunstâncias que vivemos e o dever que temos de manifestar a nossa voz.

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