Tão fofinho que ele é…

Afinal não fui só eu que ouvi o senhor professor doutor Manuel Pinho dizer, a propósito do fecho da Opel da Azambuja, que “foram infindáveis as reuniões que houveram sobre o tema”.
Pode, quem quiser, ouvir de viva voz a repetição da sentença neste link:
http://tsf.sapo.pt/online/economia/interior.asp?id_artigo=TSF171963 .

Ficam as suspeitas de que as limitações do senhor não se restringem à Economia.

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Suplemento anímico

Numa altura do ano (lectivo) em que anda tudo de rastos, sugiro neste link uma comparação.

Que nos permite perceber que, por mais em baixo que estejamos, há sempre alguém mais baixo ainda.


(E não me digam que dividir o vosso número em centímetros por 30,48 é muito difícil!…)

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Não cheguei a perceber,…

…afinal o jogo foi memorável ou uma vergonha? (Terá sido um bocado de cada?)

Certo, é que há vícios portugueses que teimam em resistir.
Certo, é que os supostos civilizados da europa por vezes são uns ranhosos de uns anti-desportistas.
Certo, é que o Joseph Blatter, presidente da FIFA (!!!!) já descascou em directo na SIC o árbitro (passado um quarto de hora!!).

Mas o Miguel foi um portento e estamos nos quartos para fazer suar os ingleses.

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Uma bandeira


Uma bandeira.

Não é pela Selecção.

É por quem por aqui apareça.
Levem-na convosco e guardem-na bem. Servos-á sempre fiel.

É por mim, que gosto dela como de nenhuma outra.
É comum? Não sei.
É uma parvoíce? Há quem ache que não.

É uma bandeira.

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O senhor Ministro da Saúde pode ir para o raio que o parta

À primeira vista poderia haver quem dissesse que este é um prédio bombardeado em Beirute.
Mas não. É o Hospital de Elvas. E aquela parte ali ao lado, que está piorzinha era onde funcionava a maternidade agora em fecho.

Isto para dizer que não só se justificou pela inexistência de condições de funcionamento o fecho do serviço como se percebe que nem sequer se tenha equacionado a sua recuperação.

O que não vale a pena, não vale a pena e pronto.
E os senhores, de maiúscula duvidosa, do Ministério da Saúde melhor que ninguém dizem saber.

Com o que eu não posso é com palhaçadas.
Principalmente à volta da tristeza humana.

Ficámos a saber neste link que o Ministério da Saúde vai responsabilizar-se pela trasladação do corpo do bébé que não podendo ter nascido em Elvas foi nascer no Hospital Materno-Infatil de Badajoz e que morreu com poucas horas de vida “devido a malformações congénitas”.
E vai fazê-lo com “carácter excepcional” visto ser “o primeiro caso de óbito após o fecho da sala de partos de Elvas”.


Assim.
Como se marcasse uma efeméride.
Como se fizesse parte de um pacote promocional a trasladação do corpo de um filho de alguém, a atenção excepcional do Ministério da Saúde.

Custa-me a ironia sobre este assunto. Que não me inspira o menor humor.
Mas acima de tudo enfurece-me este tipo de “medida” do poder político de má consciência.
Especificamente vinda da parte de um deficiente mental que afirma com subtileza e tacto que esta «é uma questão de registo civil, não é uma questão de saúde».
Ou que nas andanças de grávidas para lá e para cá não se esperam «muitos casos fatais como este».
O QUÊ?!…

Mas surge esta amabilidade da parte do Ministério da Saúde poucos dias depois ter acontecido algo muito mais importante, leia-se: grave!
O caso, ainda em bolandas (ver no mesmo link), de uma mãe que se dirigiu a Elvas por sintomas de parto e que por não aparentar urgência foi mandada para Portalegre.
Em rigor, foi mandada fazer 60 kilómetros de carro até Portalegre, onde a criança veio a morrer.

Tendo o Senhor Ministro Correia de Campos nova colherada a meter.
Segundo ele «é provável que tenha havido várias insuficiências de várias entidades e instituições», mas que parece que «o feto faleceu no Hospital de Portalegre e não durante o transporte».
Pelo que assim já não há problema?!?!?!?… E o senhor está livre de responsabilidade?!?!

Isto tudo é mau demais.

E nem sequer me resta dizer que vou esperar para ver os resultados brilhantes desta política do “fecha a porta”.
Porque de cada vez que me apetecesse cobrar o “eu bem disse” ou o “tinha ou não tinha razão”, teria de o fazer sobre o pano de fundo de mais choro de pais e famílias.

E esse preço não posso pagá-lo.
(Será com isso que conta o senhor Ministro?)

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Heróis do mar

O que é um mês de atraso?
Este post tinha mesmo de aparecer.

Esta é a cara de quem somos. Porque continuo a dizê-lo e a senti-lo: nós alimentamo-nos de símbolos.

32 anos depois da Revolução de 1974, o português esperançado que andou de cravo na mão, como o miúdo do boneco da propaganda, é como ele um funcionário médio de uma empresa de serviços, profissional bem remunerado, estável e reconhecido pelo seu valor.
Se estiver no estrangeiro, quero eu dizer! Se tiver, ainda que por necessidade, virado as costas a Portugal.
Porque se se mantiver por cá, teimoso, irredutível, são dois os tipos de dias da sua vida: os dias que passa
desanimado e os outros, em que é mesmo frustração.

32 anos de promessas depois, é o Presidente da República que, caído na armadilha do símbolo, confronta o povo português com o seu reflexo no espelho.

Sem a energia de outras horas, prevalece sobretudo o sentimento de vergonha.

Com o extra amargo de o português ser um triste que não exerce, nem por si próprio, os seus direitos e obrigações de cidadania.
Sem qualquer desculpa. Seja lá fora, como cá dentro.

Noite de trovoada

Noite de trovoada, 13.06.06 – 03:00.

Com testes, muito sono e a natureza cúmplice e distante em fundo.

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